“Um por todos e todos por um! O Brasil para Nossa Senhora!

Por Marcos Luiz Garcia

Hoje vou abordar um tema que é muito candente, mas não circula com frequência nas mídias por ser meio impalpável, e porque despertaria reações imprevisíveis se ele começasse a ser discutido abertamente.

Que tema é esse?

É o martírio, o pior dos martírios, que é o martírio de consciência que atinge brutalmente padres tradicionais fiéis à doutrina e à moral católicas de sempre.

Esses sacerdotes têm consciência da gravidade do pecado e da alta importância da sua missão de salvar almas – tema sobre o qual, aliás, no ambiente clerical progressista, se fala cada vez menos.

Em substituição, fala-se cada vez mais de uma pretensa felicidade terrena, sem dor, sem muitas regras, sem sacralidade. “Jesus quer nos fazer felizes!” é o dito repetido ad nauseam.

Para me explicar melhor, vou imaginar uma estória cheia de verdades, e baseada em fatos reais.

Imagine um padre de meia idade, envergando uma austera batina, que esteja rezando um rosário dentro de uma igreja antiga, frente ao sacrário.

Silencioso, ele contempla os 15 mistérios tal qual Nossa Senhora entregou a São Domingos. Ele desfia calmamente as 150 Ave Marias, convicto de que está agradando a Nossa Senhora e ao seu Divino Filho por esta prática, satisfeito por estar cumprindo um pedido feito instantemente por Ela.

Do lado de fora da igreja, as ruas estão repletas de imoralidade, de loucuras, de confusões, ameaças, incertezas, inseguranças e de pecados de todo o gênero. O sacerdote sabe disso e pede com confiança que Nossa Senhora obtenha do seu Divino Filho uma solução para o mundo urgentemente.

Lembra-se ele de que a Irmã Lucia, vidente de Fátima, contou ter visto o inferno. E se recorda das palavras de Nossa Senhora aos Pastorinhos, em julho de 1917: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores!

Pensa também na crise progressista na Igreja, e na ausência crescente do espírito católico que vai tomando conta do Brasil e do mundo afora. Em dado momento, o padre vê entrar na igreja uma jovem imoralmente vestida.

Após uma breve oração, essa jovem se dirige até ele e pede para se confessar.

Padre, vigilante com o olhar, por ela estar mal vestida e criar uma ocasião próxima de pecado, advertiu-a, sem se alterar, de que aquela maneira de se trajar não era própria para com a sacralidade do templo, e nem com a ideia de arrependimento necessária para qualquer confissão válida.

Então aconselhou-a a ir o mais depressa possível para casa, se vestir modestamente, e então, com todo o desvelo, ele a atenderia em confissão.

A moça retrucou ao sacerdote, em atitude de clara revolta, que nenhum padre havia exigido isto dela. E que, portanto, não iria aceitar a imposição do Padre.

Ele então, pacientemente, respondeu a ela:

Nessas condições, infelizmente não posso atendê-la em confissão, enquanto você não mudar de posição e se arrepender de seus pecados, o que inclui o propósito de não mais usar esses trajes. Só depois que você fizer o firme propósito de se corrigir é que poderei aceitar sua confissão. Caso contrário, a absolvição dos pecados seria inválida e até sacrílega.

Com o amor-próprio ferido, a jovem sai e vai procurar o superior  religioso do Padre e reclama que este lhe negou a confissão.

O superior – de ideias “moderna” e progressistas – manda chamar o Padre e, visivelmente irado, lhe faz uma dura e injusta repreensão, exigindo que ele aceitasse a confissão dela e lhe desse a absolvição. Caso contrário, sofreria severas punições.

Ora, como fica a consciência desse sacerdote que estudou e se esforçou para aprender a doutrina e a moral católica para se formar Padre? E que se vê assim obrigado, por obediência, a absolver uma pretensa “penitente” que dá todas as mostras de não estar arrependida de seus pecados?

Existe violência maior contra a consciência do que esta? Este é um problema que atinge muitos Padres realmente tementes e Deus e que têm sede de almas.

Está ou não na hora de Nosso Senhor socorrer a sua Igreja e colocá-la em ordem?

 “Tempus faciendi Domine, noli tardare!(Salmo 118), é o que pedimos com insistência e com a certeza absoluta da vitória.

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